domingo, 1 de fevereiro de 2015

HOW CAN A TECHNOLOGICAL REGRESSION DEPLOY A REVOLUTION?

The Sony Walkman




"One step, forward, two steps back" is a well known statement by Vladimir Ilyich Ulyanov, aka Lenin.

In our case, it would rather be " One step back, two steps forward".

We were in the very beginning of the eighties, on the spring of 1980. They were called the years of autonomy, anyone could see a film at home, thanks to the home video cassette recorder. Music had already some autonomy since the sixties .



The Pihlips Cassette Recorder, Rec buton on the left, play, fast forward and backward in the middle and vu on the right


In fact, the audio cassette tape recorder existed for quite some time ( Philips, 1963 ) and the new Walkman from Sony was less than this, just a cassette tape player which couldn't record and had no speaker. But it could fit in your pocket and could be taken anywhere.

Musica Mobilis, as Shuhei Hosokawa describes it, was born.

Lots of angry voices stood up against this invention: "their users were loosing contact with reality", "it was bad for the relations between people". Almost a "Lonely Crowd", after David Reisman's definition. 

Humberto Eco called those voices "cultural moralists that can't adapt to any change".

The  Walkman is the "minimum, mobile and intelligent unit for music listening" said Robert Fripp.

Thanks to miniaturisation, music can be taken everywhere, allowing for greater autonomy in listening. But it also something very important :not having to endure a gradually noisier environment.

This liberty to not to hear what we don't want to and to listen to our favourite songs wherever we are was a great revolution.

I believe that the new generations, who were born with ipods, smartphones and portable music everywhere, will hardly understand the effect of the Sony Walkman in our lives. But we all changed with it.

Over 200 million units were sold. One was mine, of course. :-)

Ref: "Sound Studies Reader", edited by Jonathan Sterne-" The Walkman effect" Shuhei Hosokawa, pages 104-166


COMO É QUE UMA REGRESSÃO TECNOLÓGICA PODE PROVOCAR UMA REVOLUÇÃO?

O Sony Walkman




"Um passo adiante, dois passos atrás" é uma frase célebre de Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido por Lenin.

No nosso caso, será mais " Um passo atrás, dois passos adiante".


Estávamos nos inícios dos anos oitenta, mais concretamente na primavera de 1980. Os oitenta foram chamados os anos da autonomia, qualquer um de nós passou a poder ver um filme em casa, graças ao gravador de vídeo caseiro. Mas a música já tinha ganho alguma autonomia desde os anos sessenta.



O gravador de cassettes Pihlips, botão de Rec à esquerda, play, fast forward e backward ao meio e vuímetro à direita


De facto, o gravador de cassettes já existia desde há algum tempo ( Philips, 1963 ) e este novo Walkman Sony era menos que isso, apenas um reprodutor de cassettes que não gravava e que não tinha altifalantes. Mas cabia no nosso bolso e podia ser levado para todo o lado.

Musica Mobilis, como Shuhei Hosokawa a descreveu, tinha nascido.

Muitas vozes zangadas se levantaram contra esta invenção: "os seus utilizadores iriam perder o contacto com a realidade, era prejudicial às relações entre as pessoas". Quase uma "Multidão Solitária", de acordo com a definição de David Reisman. 

Humberto Eco chamou a estas vozes "moralistas culturais que não se conseguem adaptar a nenhum tipo de mudança".


O  Walkman é a  "mínima, móvel e inteligente unidade para se ouvir música", afirmou Robert Fripp.


Graças à miniaturização, a música pode ser levada para todo o lado, permitindo uma muito maior mobilidade na audição de música. Mas o walkman trouxe algo mais: ajudou-nos a não ter de ouvir um ambiente sonoro urbano cada vez mais ruidoso.


Esta liberdade para não termos de ouvir o que não queremos, ao mesmo tempo que podemos escutar a nossa música favorita, foi a grande revolução.


Compreendo que as novas gerações, que nasceram rodeadas de iPods, smartphones e música portátil a todo o momento, tenham dificuldade em perceber o efeito que o Sony Walkman provocou nas nossas vidas. Mas todos mudámos com ele. Ao todo, foram vendidas mais de 200 milhões de unidades. Um era meu, claro. :-)


Ref: "Sound Studies Reader", compilado por Jonathan Sterne-" The Walkman effect" Shuhei Hosokawa, pags 104-166

sábado, 3 de janeiro de 2015

WHY DO OUR EARS LOOK SO WEIRD?





Hi, I was quite busy in the last months of 2014, so here am I again in early 2015, apologizing for keeping a low pace during that period. I promise to resume a more steady publishing rhythm and wish you all a very happy new year!

We already talked about how we can tell if a sound comes from our left or from our right. There's a slight delay between the arrival of sound waves to each ear helping us to notice that the sound source comes from the side where it arrives first. It's a bit more complicated than that, the transmission through our brain mass is also processed (HRTF).

But how can we tell if a sound comes from the ground or from above our heads?
We couldn't, if we didn't have our funny shaped ears.

Our ears help in focusing the sounds that reach us. But they do much more than that.

The eardrums are kept inside our ear canal and they are so sensitive they can detect vibrations of a tenth millionth of a millimeter. The ear canal is well protected, being the only body cavity where we are not able to introduce our smallest finger. The wax inside is bitter in order to repel insects.

The outer part of our ears is called the pinna, which is the latin word for wing.



Its strange form with highs and lows focus the sound enhancing some frequencies while dimming others, depending on the position of the sound source.

The sound from a source placed above will reflect in different surfaces of the pinna, while another from below will catch other parts. By that, our internal ear will know where they come from.

People who had their pinnae sliced or mutilated by accident cease to have this perception. The same happens when we listen with in-ear headphones.





PORQUE É QUE AS NOSSAS ORELHAS TÊM UMA FORMA TÃO ESQUISITA?







Olá, estive muito ocupado nos últimos meses de 2014 , por isso aqui estou,  bem no início de 2015, pedindo desculpa pelo fraco ritmo desse período. Prometo recuperar um ritmo mais firme de publicação e desejo-vos um excelente 2015!

Já falámos como podemos distinguir se um som nos chega da esquerda ou da direita. Existe um pequeno atraso entre a chegada das ondas sonoras a um ouvido e ao outro, ajudando-nos a perceber que a fonte sonora se encontra do lado em que o som nos chega primeiro. Bem, é um pouco mais complicado que isso, a transmissão através da nossa massa encefálica também é processada  (HRTF).


Mas como podemos dizer que um som vem do chão ou de cima das nossas cabeças?


Não poderíamos, se não tivéssemos este formato engraçado nas nossas orelhas.

As nossas orelhas ajudam a focar os sons que nos chegam. Mas fazem muito mais do que isso.



Os nossos tímpanos encontram-se dentro do nosso canal auditivo e são tão sensíveis que conseguem distinguir vibrações da ordem dos décimo-milionésimos de milímetro. O canal auditivo está, por isso, muito bem protegido, sendo a única cavidade do corpo humano onde não conseguimos introduzir sequer o nosso dedo mais pequeno. A cera que se encontra no interior é amarga para repelir os insectos.


A parte de fora das nossas orelhas é chamada pinna,  o nome latino para asa.






A sua estranha forma com altos e baixos foca o som aumentando certas frequências e atenuando outras, dependendo da posição da fonte sonora. 

Um som vindo de cima reflecte em diferentes superfícies da pinna, enquanto outro, vindo de baixo, encontrará outras. Assim, o nosso ouvido interno consegue dizer de onde vem.

Pessoas que tenham as pinnae removidas ou mutiladas por acidente são incapazes de distinguir a sua origem no eixo vertical. O mesmo acontece quando usamos auscultadores in-ear.
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sábado, 20 de dezembro de 2014

CYMATICS


The image of sound





When you toss a stone at the surface of a pond of water you can see the waves created by he disturbance of he original balance.




In the same way, if you generate a sound at a certain frequency, you can visualize the waves created by its vibration on the surface of a liquid. You are seeing sound!




Lots of experiments were made, inspired by this possibility. One of them is the Rubens tube, we talked about long ago.

Other drawings can be made with powder like salt or in a hard surface, which behaves like swarf in an electromagnetic field.

There are many ways to create cymatic performances. This video, created by Nigel Stanford is very impressive. Not only the visuals are great, so is the music.

Enjoy.





CIMÁTICA


A imagem do som



Quando atiramos uma pedra contra a superfície de um lago, podemos ver as ondas criadas pela sua perturbação.




Da mesma forma, se gerarmos um som de uma determinada frequência sobre a superfície de um líquido, poderemos visualizar as ondas provocadas pela sua vibração na sua superfície. Estaremos a ver som!




Muitas experiências foram feitas., inspiradas nesta possibilidade. Um delas é o tubo de Rubens, de que falámos há tempo.

Outros desenhos podem ser feitos com pó ou sal numa superfície dura, que se comporta como limalha de ferro num campo eléctromagnético.

Isto é Cimática e há muitas maneiras de criar performances cimáticas. Este vídeo, criado por Nigel Stanford é impressionante. Não só a imagem é mito boa, como a música.

Disfrutem.


sábado, 13 de dezembro de 2014

FURNITURE MUSIC

Music for a second degree of attention




All commercial music is created to call for our attention. The struggle to survive among the competition calls for all kinds of production weaponry, so that those who make it to the charts are true experts in the art of "Listen to me! Listen to me!".

We already talked about how stupid it is to play this kind of music in public places like restaurants where people don't want this kind of permanent harassment.

A movement against loud music in restaurants in Vancouver, Canada


Great composers and musicians are thinking about this for a long time and a lot of work has been done to create music for a second degree of attention. Music that can be there, making us feel well, without permanently shouting at us.

Eric Satie, the famous french composer, thought about this and talked about Furniture Music in 1917. Mostly, it is a kind of music that blends with the sound of a room or space.

Eric Satie

"We must bring about a music which is like furniture - a music, that is, which will be part of the noises of the environment, will take them into consideration. I think of it as melodious, softening the noises of the knives and forks at dinner, not dominating, not imposing itself."1

Brian Eno is the name that immediately comes to our minds when we talk about this. He released his album "Music for Airports" in 1978, before he moved to NYC. The music is beautiful, but is not meant to be listened to attentively. Its pace and tempo is so slow that it is difficult to follow. That's the whole idea!



This kind of music must not be compared with Musak or pipe music. Musak was a very successful company created by George Squier in 1922. The name comes from Music and Kodak. The company started by piping easy-listening music covers in skyline elevators, which helped distracting people who were afraid of them. This type of music proved to be extremely boring and is being abandoned almost everywhere.

Today, there is a much greater conscience of the noise pollution that the wrong type of music can create and various forms of ambient music are being composed and used in public places.

Some people, like Julian Treasure, believe that the right music is stochastic music, random notes generated by a computer, never repeating the same pattern.

Anyway, times are changing, almost 100 years after Satie's idea.


1. Eric Stie, quoted by Fernand Léger in "Eric Satie", page 232


MÚSICA MOBILIÁRIO

Música para um segundo grau de atenção




Toda a música comercial é criada para chamar a atenção. A luta para sobreviver à concorrência pede um grande arsenal de produção, por isso, aqueles que triunfam até aos tops são verdadeiros especialistas na arte de "Ouve-me! Ouve-me!".

Já falámos de quanto é estúpido tocar este tipo de música em lugares públicos como restaurantes, onde as pessoas não querem este tipo de assédio permanente.

Um movimento contra a música alta nos restaurantes, Vancouver, Canadá
Grandes compositores e músicos têm pensado nisto desde há muito tempo e muito trabalho já foi feito para criar música para um grau de atenção secundário. Música que pode existir, fazendo-nos sentir bem, sem estar permanentemente a gritar-nos.

Eric Satie, o famoso compositor francês, pensou nisto e começou a falar de Furniture Music, música mobiliário, em 1917. Sobretudo, é um tipo de música que se mistura com o som ambiente do espaço.

Erica Satie

"Temos de trazer um tipo de música que seja como mobiliário - uma música, isto é, que fará parte da sonoridade ambiente, que os terá em consideração. Penso nela como sendo melodiosa, esbatendo os sons das facas e garfos ao jantar, sem dominar, sem se impor."1

Brian Eno é o nome que nos vem imediatamente à cabeça quando falamos disto. Lançou o seu álbum "Music for Airports" em 1978, antes de se mudar para Nova Iorque . A música é muito bonita, mas não é criada para ser ouvida com atenção. O seu tempo e cadência são tão lentos que se torna difícil segui-la. Mas é essa a ideia!




Este tipo de música não se pode confundir com Musak ou Pipe Music. Musak foi uma empresa de grande sucesso criada por George Squier em 1922. O nome vem da mistura entre  Music e Kodak. A companhia começou por fornecer covers ligeiros nos elevadores dos arranha-céus, o que ajudava a distrair as pessoas que tinham medo de andar neles. Este tipo de música provou ser extremamente enjoativo e está a ser abandonado em quase todo o lado.

Hoje, existe uma muito maior consciência da poluição que o tipo errado de música pode criar e várias formas de música ambiental são compostas e usadas em espaços públicos.

Algumas pessoas, como Julian Treasure, vão mais longe e acreditam que a música certa é a música estocástica, notas geradas ao acaso por um computador, nunca repetindo o mesmo motivo.

De qualquer modo, os tempos estão a mudar, quase 100 anos depois de Satie.

1. Eric Stie, citado por Fernand Léger em "Eric Satie", pag 232


domingo, 23 de novembro de 2014

DOES THE COMET SING?



Comment about the effect described as singing by the 67P / G-C



Rosetta's Philae on the Comet


We have already talked about sound as a vibration of the atmosphere or other fluid that is audible to Man.

There are lots of different vibrations, some in the magnetic or electric field, for example, but those don't make any sound. But they can be transduced into sound. And that's very different.

When we have a poor and badly isolated sound installation and use dimmers for controlling the lights, we can hear a buzz when we move the dimmer button, i.e., we can hear the AC current frequency that is leaking into our amplifiers. Does this mean that the AC current is singing? I don't think so.

And keep in mind that the AC current frequency is an audible frequency (60Hz-50Hz, depending where you live).

The same happens with sound from outer space. It takes a great deal of wishful thinking to imagine singing in some radio frequencies, when they suffer the same transformation into the frequencies of sound. It's a very romantic thought that those vibrations could be delivering some kind of information.

So the Comet 67P/G-C has some vibrations in the range of 40 to 50 miliihertz. It's a new phenomenon and it happens in the plasma that surrounds it. If we transpose it up to 10.000 times we can hear sounds. But does it emit sound? No.


Comet 67P/G-C

Anyway, the result is still interesting. Just have a listen:



É VERDADE QUE O COMETA CANTA?



Comentário sobre o efeito descrito como cantar emitido pelo cometa 67P / G-C

A Philae pousada no cometa

Já falámos que o som corresponde a uma vibração do ar ou de qualquer outro fluido, audível para o homem.

Há muitas outras vibrações, muitas no campo electro-magnético, por exemplo, mas essas não provocam nenhum som. Mas podem ser traduzidas em som. E isto é muito diferente.

Quando temos uma má e mal isolada instalação sonora e usamos atenuadores para controlar as luzes , conseguimos ouvir um buzz quando movemos esses atenuadores, ou seja, conseguimos ouvir a frequência da corrente eléctrica que entra nos amplificadores. Quer isto dizer que a corrente está a cantar? Não me parece.

E lembrem-se que a corrente eléctrica tem frequências audíveis pelo ser humano (60Hz-50Hz, dependendo de onde vocês vivem).

O mesmo acontece com som vindo do espaço. É preciso um muito boa dose de ingenuidade para imaginar que essas rádio frequências cantam, depois de sofrerem transformações para frequência do espectro sonoro. E é um pensamento muito romântico afirmar que poderiam estar a transmitir alguma informação.

Por isso, o Cometa 67P/G-C tem algumas vibrações na ordem dos 40 a 50 miliihertz. É um novo fenómeno  que acontece no plasma que o cerca. Se as tranpusermos cerca de 10.000 vezes podemos escutar sons. Mas será que emite som? Não.


O Cometa 67P/G-C

Mas o resultado não deixa de ser interessante. Ora ouçam:

sábado, 15 de novembro de 2014

USING YOUR PHONE AT THE MOVIES?



Think twice before you do it





This is a Sound Experience that we created for a campaign for MINI cars.

It all happened at Motelx in Lisbon, a very popular horror film festival, where MINI is the main sponsor.



So, MINI wanted us to do something with sound and, teaming up with Norma Jean, their advertising agency, we decided to play with the spectators and create a cool advert.

We recorded all the dialogue in our studio. A man is answering his phone, as the movie begins and starts talking with no respect for the other spectators.

Everybody in the theatre start complaining and, suddenly...it's better that you watch it by yourselves.


On the technical side, we created a fake movie, which pretends to be the main feature beginning, with its soundtrack, credits and everything.

On the Left Back Surround Channel of Dolby™ 7.1, we placed the sample of the phone ringing and the rude guy talking disturbing the audience. The reaction is immediate.

In the end, a message from MINI: using your phone at the movies or while driving can be dangerous.

In all sessions, there was a big round of applause in the end, something quite rare at the movies.

It's an interesting way of using sound to convey a message.

USA O SEU TELEMÓVEL NO CINEMA?

Pense duas vezes antes de fazê-lo



Esta é uma Sound Experience que criámos para uma campanha da MINI.

Tudo aconteceu no MotelX em Lisboa, um festival de filmes de terror muito popular.



A pedido da MINI e, em equipa com a Norma Jean, a sua agência de publicidade, decidimos brincar com os espectadores e criar um "anúncio" fixe.

Gravámos em estúdio em diálogo telefónico. Um homem atende o telefone, mesmo no início do filme e começa a falar com total falta de respeito pelos outros espectadores.

Toda a gente começa a protestar e, de repente...é melhor verem o video.


No lado técnico, criámos um falso filme, que fingiu ser o filme principal, com a sua banda sonora, créditos e tudo.

No Left Back Surround Channel of Dolby™ 7.1, colocámos a gravação do telefone a tocar e da conversa do espectador malcriado. A reação do público é imediata.

No final, uma mensagem da MINI: usar o seu telefone no cinema ou a conduzir pode ser perigoso.

Em todas as sessões, houve uma ovação no final do anúncio, coisa que raramente acontece.

Uma outra forma de usar o som para transmitir uma mensagem.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Loudness in TV

LKFS, LUFS and LU




Why are commercials so loud on TV? In my country, when the commercial break begins, everybody notices that the volume goes up. But there are rules that state that all commercials must be printed at a certain volume level.

What's the problem, then?

The problem is that, although volume measures the intensity of sound, it doesn't measure the perceived intensity of sound.

Our brain doesn't react to all the sound frequencies in the same way. The middle frequencies affect us much more than the bass and treble ones.

Let's make a simple analogy. Imagine that you are going to drive a car. If you drink, don't drive, it's a common saying.
Now imagine that the law sates that limit of drinking is one liter. Is a liter of water the same as a litter of beer, or wine? Or even whisky?
Of course not. So, the volume of drinks is not a correct measure. The correct one would be the amount of alcohol that affects our ability to drive.

Volume is not the issue


The same happens with sound. We need a new kind of measurement. We call it Loudness. Loudness measurements are weighted in order to let pass the frequencies that are harmless to us ( like water in our example). It also takes the average loudness (RMS) of a programe, so that dynamics will be rewarded.

Some curves are used to weight the several frequencies that affect us the most. One of them is the K curve.
The K curve

LKFS is a loudness unit that was standardized in 2011. L for Loudness, K for K curve weighting, and FS for Full Scale. 1 LKFS equals 1 dB, which makes it easier for everyone of us.
Its measurements are negative, because Full Scale is digital maximum or 0 dB. The ITU uses -23 LKFS as the maximum loudness allowed for a commercial.



In 2010, the European Broadcasting Union created the LUFS. The new feature is that they have a weapon against cheating. As those measurements are average, we could have lots of silent parts and get away with some very loud ones. The LUFS introduces a Gating processor that doesn't count those silent portions of the program. The EBU regulations adopted -23 LUFS for maximum average loudness.


A modern Loudness meter

The differences in Loudness levels are called LU, Loudness Units.

This may seem difficult, but it will be very useful, protecting us, consumers, from loud sound abuse in advertising.

Loudness na TV

LKFS, LUFS e LU




Porque é que os anúncios e as autopromoções soam tão alto na televisão? Em Portugal, quando começa o espaço publicitário, toda a gente repara que o volume dispara. Mas há regras que determinam o volume máximo das bobinas de emissão.

Qual é o problema, então?

O problema é que, embora o volume meça a intensidade do som, ele não mede a intensidade percepcionada por nós.

O nosso cérebro não reage a todas as frequências da mesma forma. As frequências médias afectam-nos muito mais que os graves e os agudos.

Façamos uma analogia simples. Imaginem que vão guiar. Se vai conduzir, não beba, é uma frase conhecida.
Agora, imaginem que a lei diz que o máximo que se pode beber é um litro. Será um litro de água o mesmo que um litro de cerveja ou de vinho? Ou de whisky?
Claro que não. Por isso, o volume de líquido ingerido será uma medida incorrecta. Correcto será conseguir medir o volume de álcool que afecta a nossa capacidade de conduzir.


O volume não é a questão


Com o som acontece o mesmo. Precisamos de um novo tipo de grandeza. Chamamos-lhe Loudness. As medições de Loudness são pesadas deixando passar as frequências que menos nos afectam ( como a água do nosso exemplo ) e penalizam mais as outras ( os whiskys, vinhos, etc.). Também resultam de uma média  (RMS) do programa, por isso a dinâmica sai recompensada. 

Para isso, criaram-se curvas que definem o peso relativo em que cada frequência nos afecta. Uma delas é a curva K.


A curva K

LKFS é uma medida de Loudness que foi implementada em 2011. L de Loudness, K de curva K usada no peso das frequências, e FS de Full Scale, escala completa. 1 LKFS é igual a 1 dB, o que nos facilita a vida a todos.
As suas medições são negativas, porque são relativas ao máximo digital ou escala completa que é 0 dB. A ITU usa -23 LKFS como o máximo Loudness para um anúncio.



Em 2010, a European Broadcasting Union tinha criado a LUFS. A diferença é que estes têm uma arma contra a batota. Com estas grandezas medem a média em todo o programa, era fácil criar bocados de silêncio para ter direito a outros aos gritos. A escala LUFS introduz um processor de Gating que não conta com esses silêncios. A EBU regula que o máximo para uma anúncio será também de -23 LUFS.


Um moderno Loudness meter

As diferenças de níveis de Loudness são medidas em  LU, Loudness Units.

Isto pode parecer mais difícil, mas será muito útil ao proteger-nos, consumidores, contra o abuso do som alto na publicidade.