domingo, 9 de fevereiro de 2014

POCKET PARKS IN NYC

Havens of silence inside a giant town


Paley Park NYC

Pocket Parks is a designation for very small leisure areas between the buildings of NYC.

 In 1897, Jacob Riis, a secretary of NYC Comitee on Small Parks decreed that “any unused corner, triangle or vacant lot kept out of the market by litigation or otherwise might serve this purpose as well”, which meant that all those small surfaces were to be used as “Pocket Parks”.

William Paley, former chairman of CBS, financed one the the most famous: Paley Park. It was conceived as a “resting place” in his own words.

Paley Park is beautiful! A waterfall  pouring from 20 feet high, produces enough white noise to mask all of the city traffic sound. It’s like a silent haven on the heart of the city.

Paley Park's waterfall


The walls are covered with ivy, a vertical lawn, as explained by Robert Zion, the designer of this absolutely charming place.

Greenacre Park is a bit larger with a even higher waterfall, still the principle is the same.

Greenacre Park NYC


There is seating provided on all pocket parks, individual, rather than benches, used in most parks. This is important and adds privacy and restfulness to the user.

In Europe, London and Amsterdam followed, in some way, this insightful example.

That’s a lovely example of intelligence and sensibility. In modern times they are an oasis to our busy lives. As we thrive for silence and peace.

Ref: "In Pursuit of Silence" George Prochnick, page 119/120




POCKET PARKS EM NOVA IORQUE

Portos de abrigo de silêncio numa cidade gigante


Paley Park Nova Iorque

Os Pocket Parks são pequenos parques distribuídos pela cidade de Nova Iorque em recantos ente prédios.

Em 1897, Jacob Riis, um secretário do Comité de Pequenos Parques de Nova Iorque decretou que “qualquer canto não usado, terreno triangular ou disponível fora do mercado, por disputa ou outra razão, poderá servir este objectivo”, o que quer dizer que todas estas pequenas superfícies poderão ser usadas como “Pocket Parks”.

William Paley, antigo presidente da CBS, financiou um dos mais famosos: Paley Park. Foi concebido como um “espaço de descanso” nas suas próprias palavras.
Um queda de água com mais de seis metros de altura produz ruído branco suficiente para mascarar todo o ruído de trânsito. É como um refúgio silencioso no coração da grande cidade.

A cascata de Paley Park


As paredes estão cobertas de hera, um relvado vertical, de acordo com o projecto de Robert Zion, tornando o local absolutamente encantador.

Greenacre Park é um pouco mais amplo e com uma queda de água maior, mas o princípio é o mesmo.

Greenacre Park Nova Iorque


Há cadeiras em todos os Pocket Parks, , individuais, ao contrário dos bancos existentes na maioria dos jardins. Isto é importante e aumenta a nossa sensação de privacidade e tranquilidade.

Na Europa, Londres e Amsterdão seguiram, de alguma forma, este exemplo inspirador.


Isto é um maravilhoso exemplo de inteligência e sensibilidade. Nos tempos modernos, são oásis para as nossas vidas. Enquanto lutamos pelo silêncio e paz.

Ref: "In Pursuit of Silence" George Prochnick, pag. 119/120

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

CAVES 

The correspondence between long reverb times and paleolithic drawings


In 1983, Iegor Reznikoff, a specialist in ancient music, made a very interesting discovery while visiting the paleolithic caves at Le Portel, France:
All the rooms with paintings on the walls corresponded to the spaces with the richest reverb effect.
He tried to understand if this would be a general characteristic of paleolithic caves and found out that all the most reverberant spaces had paintings on the wall. 

In 1992, Steven Waller, a member of the American Rock Art Research Association, presented the same theory at a congress in Australia. He went a little further: there is a correspondence between the type o animal depicted in the sites and the type of reverberation in the room.

In Lascaux, where big animals are painted, the echoes are incredibly loud, whereas in other sites with smaller reverbs felines decorate the walls.




This makes us think that, even in prehistoric times, men chose the best sounding rooms to meet and stay. And might have been inspired by sound to create drawings.


Ref: "Ocean of Sound", David Toop, page 3
Ref:  " The pursuit of Silence", George Prochnik, page 95


GRUTAS 

A correspondência entre longos tempos de reverberação e os desenhos paleolíticos


Em 1983, Iegor Reznikoff, um especialista em música antiga, fez uma descoberta interessantíssima, ao visitar as grutas em Le Portel, França:
Todas as salas com pinturas rupestres nas paredes, correspondiam aos espaços com melhor e mais longa reverberação.
Tentou então perceber se isto era uma característica geral das grutas do paleolítico e confirmou que era nos locais mais reverberantes que havia pinturas. 

Em 1992, Steven Waller, um cientista membro da American Rock Art Research Association, apresentou a mesma teoria num congresso na Austrália. Foi, até, mais longe: Existe uma correspondência entre o tipo de animal desenhado nos sítios e o tipo de reverberação da sala.

Em Lascaux, onde existem figuras de grandes animais, os ecos são incrivelmente altos, enquanto que noutros locais com menor reverberação, são felinos que aparecem.



Leva-nos a pensar que, mesmo nos tempos pré-históricos, os homens escolhiam os locais de encontro com base na beleza do som circundante. E poderá ter sido o som a inspirá-los a criar aquelas pinturas.


Ref: "Ocean of Sound", David Toop, pag. 3
Ref:  " The pursuit of Silence", George Prochnik, pag. 95

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ENTRAINMENT AND MUSIC IN PUBLIC SPACES



Every public space has its own soundscape.

There are the sounds made by the people visiting the space, from people working there, machines, outside traffic and other ambient sounds.

Often, music is added to it. Most often, the wrong music.

What’s the effect of music?

One is entrainment.

There are several studies about entrainment, the effect of musical rhythm on heart-beat and human behavior.

In restaurants, it has been proved that we spend more time at the table if we listen to soft, slow music. And spend more money.

In a study performed by Fairfield University, it was shown that the bite-rate per minute raised by one third, when people were exposed to louder, faster music. (From average 3.83 bites to 4.4). 1



Loudness in restaurants is the second most frequent complaint, according to Zagat.

It became such a problem that the San Francisco Chronicle categorized restaurants according to the average loudness. One bell would mean less than 65dBALeq, up to 4 bells or 1 bomb, when it reaches more than 80dBALeq. Recently, the rating had to be increased to 2  bombs and there are few restaurants with less than 4 bells. 2



Who chooses the kind of music to be played in a retail store? In which basis? How loud? With what purpose?

If you own a retail store and you don’t know the answers to these questions, please stay foot, don’t do nothing.

Wrong music, forced into your customers ears will drive them away for good. Believe me.

(To be continued)

1 “In pursuit of Silence” George Prochnik page 100

2 “In pursuit of Silence” George Prochnik page 99


“ARRASTAMENTO” E MÚSICA EM ESPAÇOS PÚBLICOS




Qualquer espaço público tem a sua própria paisagem sonora.

São os sons criados pelas pessoas que o visitam, que lá trabalham, máquinas, trânsito lá fora e outros sons ambientes.

Por vezes, é adicionada música a essa paisagem. Muitas vezes, a música errada.

Qual é o efeito da música?

Um deles é o “entrainment”, um fenómeno cuja melhor tradução que encontrei é arrastamento.

Há vários estudos sobre o arrastamento, que é, em termos simples, o efeito que o ritmo de uma música provoca na nossa pulsação e no nosso comportamento.

Nos restaurantes, por exemplo, foi provado que nós demoramo-nos mais tempo à mesa quando ouvimos música e suave e lenta. E gastamos mais, claro.

Num estudo realizado pela Universidade de  Fairfield, foi demonstrado que a taxa de dentadas por minuto aumenta cerca de um terço, quando as pessoas estão expostas a uma música mais rápida e mais alta. (De cerca de 3.83 dentadas para 4.4)1.



De acordo com a empresa Zagat, o volume de som nos restaurantes é a segunda mais frequente reclamação dos clientes.

Tornou-se um problema tão grave que o San Francisco Chronicle passou a classificar os restaurantes de acordo com o seu ruído. Um sino significa menos de 60dBALeq, até 4 sinos ou um bomba, quando excede os 80dBALeq. Agora, o topo da classificação teve de ser aumentado para 2 bombas and tem diminuido o número de restaurantes com menos de  4 sinos2.



Quem é que escolhe o tipo de música a ser tocado num espaço público? A que volume? Em que baseia a escolha? Com que objectivo?

Se você dirige uma loja ou outro espaço e não sabe as respostas a estas perguntas, por favor, não faça nada.

A música errada, forçada a entrar nos ouvidos dos seus consumidores irá enxotá-los para longe. Acredite.

(Continua)


1 “In pursuit of Silence” George Prochnik pag. 100


2 “In pursuit of Silence” George Prochnik pag. 99

sábado, 25 de janeiro de 2014

THE MOON, THE CONCORDE AND THE AUDIO CD



45 years ago, the longest journey man ever made 

When I was 11, man set foot on the Moon.
Then, when I was 18, Concorde started regular commercial supersonic flights.

38 years ago, 3 hours between Paris and NY


Understandably, I was seeing the future arriving at great speed and believed that, 40 years later, Man would have travelled beyond Mars or Venus and all the planes would be flying at Mach 3, at least.
Recently, I read an interview with John Travolta, who thought, when he was a kid, that, when he grew up, every man would have his own airplane. Another fool kid, like me.

But the future went in a different direction. Space filghts turned into shuttle operations close to the Earth and Concorde was grounded, replaced by bigger, more economic and much slower aircraft.
The utility factor prevailed over quality and discovery.

In 1983, I heard the first CD,  when passing by a music store. The sound clarity was amazing! And what about he depth of its silences!


30 years ago, the best commercial audio format ever

44.1 KHz at 16 bits! It was the last frontier. I believed, again, that 30 years after, this format would be completely obsolete, replaced by much better ones.
Then, in 1993, Mp3 appeared.




I was wrong, one more time.
The World had gone in that strange direction again.
Well, ok, Superaudio CD, a 24 bits format with capacity to play 5.1 files was launched, but it was a commercial flop.

Today, we can record up to 96 or even 192 KHz at 32 bits, this is still reserved to half a dozen of professional geeks.
CD is still the best commercial sound format on the marketplace and all the other formats are worse: mp3, AAC, WMA, Real Audio, etc..
But they are much more practical, transportable, storable. As the Airbus A380 is.

The World, again, went in a direction I didn’t want.


A LUA, O CONCORDE E O CD AUDIO

Há 45 anos, a viagem mais longa jamais feita pelo Homem

Quando eu tinha 11 anos, o homem foi à Lua.

Quando tinha 18, o avião supersónico Concorde iniciou as suas carreiras regulares.


Há 38 anos, 3 horas entre Paris e NY


Como é natural, vi o futuro a chegar em grande velocidade e acreditava que, 40 anos depois, o Homem já teria ido a Marte e Vénus, ou até mais longe e que todos os aviões voariam a Mach 3, pelo menos.
Li recentemente uma entrevista com o John Travolta. Ele pensava em miúdo que, quando crescesse, todas as pessoas teriam o seu avião. Outro miúdo tolo, tal como eu.
Mas, o futuro não foi nessa direcção. Os voos espaciais transformaram-se em operações perto da Terra e o Concorde foi retirado, substituído por aviões maiores, mais económicos e muito mais lentos.
O factor utilitário pesou muito mais que a qualidade e descoberta de novos limites.

Em 1983, ouvi o primeiro CD ao passar em frente de uma loja de música. Era espantosa a clareza e nitidez dos sons! E a profundidade dos silêncios!


Há 30 anos, o melhor formato comercial de audio até hoje

44.1 KHz a 16 bits! Era a última fronteira. Acreditei, nessa altura, que 30 anos depois, este formato já estaria muito ultrapassado, substituído por outros muito melhores.
Até que, em 1993, surgiu o Mp3.



Mais uma vez me tinha enganado.
O Mundo tinha ido naquela estranha direcção, outra vez. Os argumentos utilitários prevaleceram sobre os outros.
É claro que apareceu o Superaudio CD, a 24bits e com capacidade para tocar em 5.1, mas foi um flop comercial.
Hoje, podemos gravar a 96 ou até 192 KHz e a 32 bits mas isso ficou reservado a meia dúzia de experimentalistas.
O CD continua a ser a melhor referência sonora do mercado e todos os outros formatos são piores: mp3, AAC, WMA, Real Audio, etc..
Mas são muito mais práticos, transportáveis, armazenáveis, tal como o Airbus A380.

Lá foi, outra vez, o Mundo numa direcção que eu não queria.