quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

THE MOST BEAUTIFUL SOUND IN THE WORLD



Beautifulnow.is is a marvelous site seeking for the most beautiful things in the world.

There are sections on Arts/Design, Nature/Science, Food/Drink, Mind/Body, Soul/Impact and Place/Time.

It´s managed by it’s founder, Shira White, a New Yorker who previously worked in the advertising business.

Beautifulnow organizes competitions online about interesting and beautiful matters.

Recently, they promoted a daring challenge: Find and record The most beautiful sound in the world.

To acheive this, they were joined by two heavy weights of sound: Soundcloud and The Sound Agency.

Besides Shira White, Julian Treasure and Bernie Krause were members of the jury.

Anybody could enter a recording of what would be, in one’s opinion, the most beautiful sound in the world.

The winner was “Dusk by the Frog Pond” a soundscape submitted by “Wild Ambience”.



Wild Ambience is a beautiful sound project created by Marc Anderson, a sound recordist and photographer who lives in Sydney, Australia.

The winning soundscape was recorded by a pond in Sarawak, Malasia, at Kubah National Park.

Listen to it and let your mind travel to a beautiful place.

O SOM MAIS BONITO DO MUNDO



Beatifulnow.is é um site fantástico onde se procura aquilo que há de mais bonito no Mundo..

Divide-se por áreas como Artes/Design, Natureza/Ciência, Comida/Bebida, Mente/Corpo, Alma/Impacto and Espaço/Tempo.

É dirigido pela sua fundadora, Shira White, uma New Yorker que antes trabalhou no negócio da publicidade.

Beautifulnow organiza também concursos online de temas bonitos.

Recentemente, promoveram um desafio muito interessante: Encontrar e gravar O Som Mais Bonito do Mundo.

Os parceiros forma dois pesos pesados do som: Soundcloud e a Sound Agency.

Para além da Shira White, o Julian Treasure e o Bernie Krause pertenceram ao júri.

Qualquer pessoa podia inscrever uma gravação original, feita por si, daquilo que, na sua opinião, seria o som mais bonito do Mundo.

O vencedor foi “Dusk by the Frog Pond” uma paisagem sonora inscrita pela “WildAmbience”.



Wild Ambience é um magnífico projecto criado por Marc Anderson, um técnico de som e fotógrafo que vive em Sydney, na Austrália.

A paisagem sonora vencedora foi garvada em Sarawak, na Malásia, numa pequena lagoa no Kubah National Park.

Oiça-a e deixe a sua mente viajar para um lugar de sonho.


domingo, 12 de janeiro de 2014

THE GREAT ANIMAL ORCHESTRA



Bernie Krause started his career in the mid 50’s and 60’s as a musician. Later, with his friend and colleague Paul Beaver, he began interested in the wild soundscape.

Till now, Bernie recorded more than 40.000 hours of wild forest soundscapes, all over the World, and explains all of it in his wonderful book: “The Great AnimalOrchestra”.





All of us, who are interested in sound and in soundscapes, should read it. Bernie unveils the secrets of wild sounds and explains how man is destroying them.

Here is a lovely extract from his book about the sound of the forest at night:

“ As a seasoned listener, I especially love the sounds produced by creatures that have evolved to vocalize at night, when the dew settles on the ground or on the leaves and branches of trees. The nighttime imparts the sense of a resplendent echoey theater - a beneficial effect for nocturnal terrestrial creatures whose voices need to carry over great distances.”

In fact, moisture helps the reverberation of spaces and, in the rain forest, most animals wait for the pouring rain to start releasing their love calls. As we like to sing in the shower.

During the thunder storms, a big rain drop develops immediately after the first thunder. The rain falls on the dense tree tops and only some drops reach the ground, creating small pools of water. When it finally stops, there is silence. Suddenly, an insect starts to stridulate, then a dozen, followed by thousands of them. Afterwards, the birds join the party and a hole orchestra animates the rain forest soundscape.



Isn’t this magic? Lost in our cities, do we have the slightest idea of how wonderful this is? Of what we are missing?

Reading Bernie's book, makes us travel to the wild nature and helps us understand what we must do to prevent the human destruction of the wilderness.

A GRANDE ORQUESTRA ANIMAL



Bernie Krause começou a sua carreira nos anos 50 e 60 como músico. Mais tarde, com o seu amigo e colega Paul Beaver, começou a interessar-se pela paisagem sonora da vida selvagem.

Até hoje, Bernie gravou mais de 40.000 horas de paisagens sonoras de floresta selvagem em quase todo o Mundo e explica-nos tudo num livro magnífico: “The Great Animal Orchestra”.



Todos nós, que nos interessamos por sons e paisagens sonoras, devíamos lê-lo. Bernie Krause revela os segredos de sons selvagens e explica como o Homem os está a destruir.

Aqui está um adorável excerto acerca do som da floresta à noite:

“ Como um ouvinte experiente, gosto especialmente dos sons produzidos por criaturas que evoluíram para vocalizar à noite, quando a humidade se instala no solo ou nas folhas e ramos das árvores. A noite oferece uma sensação de um teatro resplandecente e cheio de eco – um efeito que beneficia as criaturas terrestres, cujas vozes precisam de viajar grandes distâncias.”

De facto, a humidade ajuda a reverberação dos espaços e, na floresta tropical, a maior parte dos animais espera pelo fim do dilúvio para começar a libertar os seus chamamentos de amor. Tal como nós gostamos de cantar no duche.

Durante as tempestades, uma chuva forte desenvolve-se logo a seguir ao primeiro trovão. A chuva cai no cimo das árvores e só algumas gotas chegam ao chão, criando pequenas poças de água. Quando a tempestade acaba, vem o silêncio. De repente, um insecto começa a cantar, depois, uma dúzia, seguidos por milhares deles. Seguidamente, os pássaros juntam-se à festa e uma orquestra inteira anima a paisagem sonora da floresta.



Não é mágico? Perdidos nas nossas cidades, teremos nós a mínima ideia do quão maravilhoso isto é? Ou, sequer, do que estamos a perder?


Ler o livro de Bernie Krause é regressar à natureza na sua plenitude e através daquilo que mais gostamos: o som. Por outro lado alerta-nos para o que temos de fazer para impedir a destruição da vida selvagem.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

MUSIC IS ONE OF THE MOST COMPLEX ACTIVITIES OF OUR BRAIN



Music activity is one of the most complex tasks, from the brain’s point of view.

According to Daniel J. Levitin, “musical activity involves almost every region of our brain and practically all neurologic subsystems.”1

Musical audition starts in the subcortical structures, coclear nucleus, brain stem and cerebellum. Then, moves up to the auditory cortexes at both sides of the brain.

When we are following a familiar piece of music, we use additional regions of the brain, like the hippocampus, the memory center, and the inferior part of the frontal lobe.

To tap our foot in the music rhythm, we need the temporal circuits of the cerebellum.

If we are playing the music, we use the frontal lobes again, namely the motor cortex, in the aft part of the frontal lobe, and the sensorial cortex, which gives us a tactile response to the keys or strings we are touching.

Sometimes, we are also reading the music score, so we need the visual cortex, at the back of our heads.

In order to follow a song with lyrics, we use some parts of the temporal and frontal lobe, like the Brocca and Wernicke areas, so that we understand the spoken language.

In a deeper level, emotions are produced in the primitive reptilian regions, like the cerebellum vermis and the amygdala.

Our brain coordinates all these informations so that we perceive timbre, rhythm, pitch, intensity, words and feel emotions, so that we can enjoy in full extent the amazing power of Music.

Ref:
1Daniel J. Levitin “This is your brain on Music” pages 94/95

A MÚSICA É UMA DAS ACTIVIDADES MAIS COMPLEXAS DO NOSSO CÉREBRO



A actividade musical é uma das tarefas mais complexas, do ponto de vista do nosso cérebro.

De acordo com Daniel J. Levitin, “a actividade musical envolve quase todas as regiões do nosso cérebro e praticamente todos os subsistemas neurológicos.”1

A audição musical começa nas estruturas sub-corticais, no núcleo coclear, tronco cerebral e cerebelo. Depois, move-se para cima para os córtexes auditivos de ambos os lados do cérebro.

Quando seguimos uma peça de música que nos é familiar, usamos outras regiões do cérebro como o hipocampo, o centro de memória, e a parte inferior do lóbulo frontal.

Para batermos o pé ao ritmo da música, precisamos dos circuitos temporais no cerebelo.

Se estivermos a tocar música, usamos os lóbulos frontais novamente, nomeadamente o córtex motor, na parte traseira do lóbulo frontal, e o córtex sensorial, que nos dá a resposta táctil às teclas ou cordas que estamos a tocar.

Às vezes, também estamos a ler a partitura e, para isso, usamos o córtex visual, na parte de trás das nossas cabeças.

Para acompanharmos a letra de uma canção, contamos com algumas áreas do lóbulo temporal e frontal, como a Área de Brocca e a Área de Wernicke, que nos traduzem a linguagem falada.

Num nível mais profundo, as nossas emoções são produzidas em regiões reptilianas primitivas, como o cerebelo vermis e a amígdala.

Por fim nosso cérebro coordena a actividade de todas estas regiões de forma a que consigamos aperceber-nos do timbre,  ritmo, altura, intensidade, palavras, nos emocionemos e possamos apreciar na sua plenitude o  maravilhoso poder da música.

Ref:
1Daniel J. Levitin “This is your brain on Music” pages 94/95


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

MUSIC

Organized Sound




There are several definitions for Music.

A basic idea could be that musical sounds are nice, while noise means the unpleasant ones.

What about birdsong? Isn’t it nice? However, is it music?

Are the violins by Bernard Hermann, on the shower scene  of "Psyco", pleasant? But...are they noise?



And how would we classify some pieces composed with hammers, trains and other sound sources like the work of Francis Dhomont or Pierre Schaeffer? Are they noise?

Some fanatics say that Mozart is music while Metallica is just noise. Other, think the opposite. Jazz was categorized, for a long time, as noise by the majority of white people in the US. Actually, the word Jazz means mess, confusion.

It seems we are not getting anywhere.

One thing is certain: there hasn’t been any human culture, ever, that didn’t have music. Most artifacts from the Neolithic age are hunting, cooking and music tools. All over the World since man appeared on Earth, there’s music.



James Ferguson, an american anthropologist, visited a tribe in Lesoto, a small country inside South Africa, where he was invited to sing. He said: “I can’t sing”. 
That was a big surprise for the villagers!
 For them, this was a disability, the same as “I can’t talk” or “I can’t walk”.1

Edgar Varèse, the famous French composer, said: “Music is organized sound”.

I believe that, by organized, Varèse meant organized by human beings with a purpose.

In this broad concept, all types of music fit, regardless our personal taste or culture.

Music reveals the best side of mankind.

I wish you a brilliant 2014. See you next year.

1 in “This is Your Brain on Music” Daniel J.Levitin / Page 14


MÚSICA

O som organizado




Há muitas definições de Música.

A mais básica costuma ser  que os sons musicais são bonitos e agradáveis, enquanto os sons desagradáveis são ruído.

Então e o canto de um pássaro? Não é bonito e agradável? No entanto, será Música?

E que dizer dos violinos de Bernard Hermann na cena do duche de "Psyco"? São agradáveis? Mas...serão ruído?



Como poderíamos classificar peças compostas com martelos, sons de comboio e outras fontes sonoras, como o trabalho de Francis Dhomont ou PierreSchaeffer? Também serão ruído?

Alguns fanáticos dizem que Mozart é música, assim como Metallica é só barulho. Outros, afirmam o contrário. Jazz foi classificado, por muito tempo, como ruído, pela maioria dos brancos nos Estados Unidos. Na realidade, a palavra Jazz significa desordem, confusão.

Parece que, assim, não vamos a lado nenhum.

Uma coisa é certa: nunca houve uma cultura humana, que não tivesse música. A maioria dos artefactos do Neolítico são utensílios de caça, de cozinha e de música. Em todo o Mundo, desde que o Homem apareceu na Terra, há música.



James Ferguson, antropólogo americano, visitou uma tribo no Lesoto, um pequeno país inserido na África do Sul, onde foi convidado a cantar. Respondeu: “Eu não sei cantar”.
Isto causou uma enorme surpresa entre os aldeãos! Para eles, isso era uma deficiência, tal como “Eu não sei falar” ou “Eu não sei andar”. 1


Edgar Varèse, o famoso compositor francês, afirmou: “Música é som organizado”.

Acredito que, com a palavra organizado, Varèse quer dizer organizado pelo Homem com um objectivo.

Neste conceito amplo, enquadram-se todos os tipos de Música, para além da nossa cultura ou gosto pessoal.

A Música revela o melhor lado da Humanidade.

Desejo-vos um excelente 2014. Vemo-nos para o ano.

1 in “This is Your Brain on Music” Daniel J.Levitin / Pag. 14