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sábado, 5 de setembro de 2015

THE NEW PIANO


An instrument for the XXI century




Daniel Barenboim has been one of the most interesting musicians of our times.
Beyond being a great musician himself, he also founded the West-Eastern Divan Orchestra composed mostly by musicians from Israel and Palestine. We'll talk about this great project one day.

The news, today, is that Daniel Baremboim created a new type of piano, inspired by an old Bechstein, which belonged to Franz Liszt,  and which Baremboim tried at Siena in 2011.

The architecture of that piano is quite different from the modern pianos, as the bass strings don't cross over the medium strings and all the strings are perpendicular to the keyboard. This makes this particular type of piano sound different and, in Daniel's opinion, better.


A Steinway D piano

The Baremboim-Meane piano




This type of piano gives more liberty to the pianist in shaping the sound with much more possibilities.

Daniel Baremboim presented his idea to Chris Meane, a Belgian piano constructor, who came aboard to create the new piano. A prototype was built. Keep in mind that a concert piano has around 12.000 parts.


Daniel Baremboim and Chris Meane



As Steinway & Sons have been the Rolls-Royce of piano constructors, Baremboim-Meane didn't wish to challenge them, so, in Daniel's particular way of making peace between people, Steinway was invited to also join the project. Which, in fact, they did.

So, there may be a change in the future piano architecture and we may be listening soon to the piano of the XXI century.


O NOVO PIANO


Um instrumento para o século XXI





Daniel Barenboim tem sido um dos mais fascinantes músicos dos nossos dias .
Para além de ser um intérprete superior, também fundou a West-Eastern Divan Orchestra composta basicamente por músicos Israelitas e Palestinianos. Falaremos deste grande projecto um dia destes.

A notícia, hoje, é que Daniel Baremboim criou um novo tipo de piano, inspirado num antigo Bechstein, pertencente a Franz Liszt,  e que Baremboim experimentou em Siena em 2011.

A arquitectura desse piano é bastante diferente da dos pianos modernos, as cordas graves não cruzam as cordas médias e todas as cordas são perpendiculares ao teclado. Isto faz com que este tipo de piano soe diferente e, na opinião de Daniel, melhor.

Um piano Steinway D

O piano Baremboim-Meane


Este piano dá muito maior liberdade ao pianista de moldar o som, oferecendo muito mais possibilidades.

Daniel Baremboim apresentou a ideia a Chris Meane, um construtor de pianos Belga, que aceitou o desafio de construir o novo piano. Um protótipo foi criado. Lembrem-se que um piano tem cerca de 12.000 peças.


Daniel Baremboim e Chris Meane


Como a Steinway & Sons tem sido a Rolls-Royce dos construtores de pianos, Baremboim-Meane não quiseram desafiar este estatuto, por isso, na sua peculiar forma de fazer a paz com toda a gente, Baremboim convidou a Steinway a juntar-se ao projecto. O que, de facto, aconteceu.

Por isso, poderá acontecer uma mudança significativa na construção de pianos e poderemos estar a escutar o piano do século XXI muito em breve.



domingo, 8 de fevereiro de 2015

THE SYNTHESIZER

How Robert Moog changed the music world


The Mini Moog, the World most famous synthesizer

The word Synthesizer was crafted by RCA during the 50's, by Harry Olson, who worked at their laboratories as an acoustics expert. It followed the Theremin idea and the first model was called Mark 1.

RCA Mark 1

Before that time, the World witnessed the birth of the Telharmonium, in 1901, a 200 tons instrument, which generated sound from giant alternators. Others followed the same path as the Theremin and the Ondes Martenot.

Robert Moog ( by the way, Moog is a dutch name and is pronounced as in knot or plot  and not, as everybody does, as in cook or spook ) was an electronic music enthusiast and also an electronic engineer.

He created a new synthesizer instrument by, most of all, listening carefully to his consumers.

According to Trevor Pinch and Frank Trocco1, the Moog synthesizer was an innovation, rather than an invention. 

Moog worked closely with his costumers, like Alwin Niklais, Lejaren Hillar and Eric Siday.
In fact, Siday was the first to order a complete system in 1965. He had been a very successful commercial composer who wanted to take a step further. He  ordered a 1.400$ system. Robert Moog took it to New York... by bus! Several boxes, each one needing two men to lift.

One of Moog's most difficult decisions was to, or not to, include a keyboard with the system. Some costumers, like Vladimir Ussachesvky were against it: using a keyboard would limit the system performance making it dependent of the keyboard tonality.

Bob Moog went for the keyboard and this decision was responsible for the massive expansion of the Moog synthesizers. 

A Moog V900 System

But Ussachevsky was responsible for helping Moog defining the basic envelope functions of the envelope generator: Attack time, initial decay time, final decay time. ARP, a competitor brand, simplified this to the well known ADSR ( attack, decay, sustain, release ).

ADSR


The first Moog adopters were famous musicians and composers like Wendy (formerly Walter) Carlos and Herb Deutsh and later rock stars like Keith Emerson, Mick Jagger or the Beatles.

The Keith Emerson system


Wendy Carlos and Bob Moog
Robert Moog developed filters that made the Moog sound famous, like the Ladder Filter, responsible for the fat and juicy sound of Moog synthesizers and the only one invention he patented. It was a filter that had a special cut-off slope, much sharper than other filters.

As RCA had spread the word synthesizer, there were some doubts in calling Moog systems as synthesizers. Again, the good judgement of Bob Moog prevailed, making Moog synthesizers the icons of their league.

When we talk about synths, Moog is the first name that comes to our minds.

As a curiosity, Roland was a synthesizer brand created by Ikutaro Kakehashi. He chose the name by looking at the American Telephone Directory. 

1 Ref: "Shaping the Synthesizer" by Trevor Pinch and Frank Trocco, The Sound Studies Reader, pages 254-264


O SINTETIZADOR

Como Robert Moog mudou o mundo da música


O Mini Moog, o mais famoso sintetizador do Mundo
A palavra sintetizador foi criada pela RCA durante os anos 50, por Harry Olson, que aí trabalhava e era um perito em acústica. Seguia a ideia do Theremin e o seu primeiro modelo chamou-se Mark 1.

RCA Mark 1


Antes disso, o Mundo tinha visto nascer o Telharmonium, em 1901, um instrumento de 200 toneladas, que gerava som através de alternadores gigantes. Outros seguiram o mesmo caminho com o  Theremin e o Ondes Martenot.

Robert Moog ( já agora, Moog é um nome holandês e pronuncia-se como mógue e não , como toda a gente faz, mugue ), era um entusiasta de música electrónica e um engenheiro electrónico.

Criou um novo instrument através de , sobretudo, ouvir atentamente os seus clientes.

De acordo com Trevor Pinch e Frank Trocco1, o sintetizador Moog foi mais uma inovação que uma invenção. 

Moog trabalhou lado a lado com os seus primeiros clientes, nomeadamente Alwin Niklais, Lejaren Hillar e Eric Siday.
de facto, Siday foi o primeiro a encomendar um sistema completo. Ele era um compositor publicitário de sucesso e queria dar um passo em frente ao encomendar um sistema Moog de  1.400$. Robert Moog levou a máquina para New York... de autocarro! eram várias caixas, cada uma necessitando de 2 homens para a levantar.

Uma das decisões mais difíceis de Bob Moog foi incluir, ou não um teclado no sistema. 
Alguns clientes, como Vladimir Ussachesvky eram contra: o facto de se usar um teclado tonal iria limitar a performance do sistema tornando-o dependente dessa tonalidade.
Outros achavam que, sem o teclado não seria um verdadeiro instrumento.

Bob Moog decidiu-se pelo teclado e essa decisão foi responsável pela maciça expansão dos sintetizadores Moog. 

Um sistema Moog V900

Mas Ussachevsky foi responsável por ter ajudado Moog a definir as funções básicas do gerador de envelope: Attack time, initial decay time, final decay time. A ARP, uma marca concorrente, mais tarde simplificou isto criando a sigla universal ADSR (attack, decay, sustain, release ).

ADSR


Os primeiros utilizadores dos sintetizadores Moog foram músicos e compositores famosos como Wendy (antes Walter) Carlos e Herb Deutsh e, depois, estrelas de rock como Keith Emerson, Mick Jagger ou os Beatles.

O sistema de Keith Emerson


Wendy Carlos e Bob Moog

Robert Moog desenvolveu filtros que fizeram o som Moog famoso, como o Ladder Filter, responsável pelo som gordo e suculento dos sintetizadores Moog, sendo a única invenção que patenteou. Era um filtro com uma curva na frequência de corte muito mais acentuada.

Como a RCA tinha popularizado a palavra sintetizador, havia algumas dúvidas em chamar os sistemas Moog sintetizadores. Novamente, uma boa decisão de Bob Moog prevaleceu, e hoje a palavra Moog é sinónimo de sintetizador.

Quando falamos de sintetizadores, Moog é a palavra que nos vem à cabeça.

Como curiosidade, a Roland é uma marca de sintetizadores criada por Ikutaro Kakehashi. Ele escolheu o nome Roland, consultando a lista telefónica americana. 


1
 Ref: "Shaping the Synthesizer" de Trevor Pinch e Frank Trocco, The Sound Studies Reader, pags 254-264



domingo, 1 de fevereiro de 2015

HOW CAN A TECHNOLOGICAL REGRESSION DEPLOY A REVOLUTION?

The Sony Walkman




"One step, forward, two steps back" is a well known statement by Vladimir Ilyich Ulyanov, aka Lenin.

In our case, it would rather be " One step back, two steps forward".

We were in the very beginning of the eighties, on the spring of 1980. They were called the years of autonomy, anyone could see a film at home, thanks to the home video cassette recorder. Music had already some autonomy since the sixties .



The Pihlips Cassette Recorder, Rec buton on the left, play, fast forward and backward in the middle and vu on the right


In fact, the audio cassette tape recorder existed for quite some time ( Philips, 1963 ) and the new Walkman from Sony was less than this, just a cassette tape player which couldn't record and had no speaker. But it could fit in your pocket and could be taken anywhere.

Musica Mobilis, as Shuhei Hosokawa describes it, was born.

Lots of angry voices stood up against this invention: "their users were loosing contact with reality", "it was bad for the relations between people". Almost a "Lonely Crowd", after David Reisman's definition. 

Humberto Eco called those voices "cultural moralists that can't adapt to any change".

The  Walkman is the "minimum, mobile and intelligent unit for music listening" said Robert Fripp.

Thanks to miniaturisation, music can be taken everywhere, allowing for greater autonomy in listening. But it also something very important :not having to endure a gradually noisier environment.

This liberty to not to hear what we don't want to and to listen to our favourite songs wherever we are was a great revolution.

I believe that the new generations, who were born with ipods, smartphones and portable music everywhere, will hardly understand the effect of the Sony Walkman in our lives. But we all changed with it.

Over 200 million units were sold. One was mine, of course. :-)

Ref: "Sound Studies Reader", edited by Jonathan Sterne-" The Walkman effect" Shuhei Hosokawa, pages 104-166


COMO É QUE UMA REGRESSÃO TECNOLÓGICA PODE PROVOCAR UMA REVOLUÇÃO?

O Sony Walkman




"Um passo adiante, dois passos atrás" é uma frase célebre de Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido por Lenin.

No nosso caso, será mais " Um passo atrás, dois passos adiante".


Estávamos nos inícios dos anos oitenta, mais concretamente na primavera de 1980. Os oitenta foram chamados os anos da autonomia, qualquer um de nós passou a poder ver um filme em casa, graças ao gravador de vídeo caseiro. Mas a música já tinha ganho alguma autonomia desde os anos sessenta.



O gravador de cassettes Pihlips, botão de Rec à esquerda, play, fast forward e backward ao meio e vuímetro à direita


De facto, o gravador de cassettes já existia desde há algum tempo ( Philips, 1963 ) e este novo Walkman Sony era menos que isso, apenas um reprodutor de cassettes que não gravava e que não tinha altifalantes. Mas cabia no nosso bolso e podia ser levado para todo o lado.

Musica Mobilis, como Shuhei Hosokawa a descreveu, tinha nascido.

Muitas vozes zangadas se levantaram contra esta invenção: "os seus utilizadores iriam perder o contacto com a realidade, era prejudicial às relações entre as pessoas". Quase uma "Multidão Solitária", de acordo com a definição de David Reisman. 

Humberto Eco chamou a estas vozes "moralistas culturais que não se conseguem adaptar a nenhum tipo de mudança".


O  Walkman é a  "mínima, móvel e inteligente unidade para se ouvir música", afirmou Robert Fripp.


Graças à miniaturização, a música pode ser levada para todo o lado, permitindo uma muito maior mobilidade na audição de música. Mas o walkman trouxe algo mais: ajudou-nos a não ter de ouvir um ambiente sonoro urbano cada vez mais ruidoso.


Esta liberdade para não termos de ouvir o que não queremos, ao mesmo tempo que podemos escutar a nossa música favorita, foi a grande revolução.


Compreendo que as novas gerações, que nasceram rodeadas de iPods, smartphones e música portátil a todo o momento, tenham dificuldade em perceber o efeito que o Sony Walkman provocou nas nossas vidas. Mas todos mudámos com ele. Ao todo, foram vendidas mais de 200 milhões de unidades. Um era meu, claro. :-)


Ref: "Sound Studies Reader", compilado por Jonathan Sterne-" The Walkman effect" Shuhei Hosokawa, pags 104-166

sábado, 13 de dezembro de 2014

FURNITURE MUSIC

Music for a second degree of attention




All commercial music is created to call for our attention. The struggle to survive among the competition calls for all kinds of production weaponry, so that those who make it to the charts are true experts in the art of "Listen to me! Listen to me!".

We already talked about how stupid it is to play this kind of music in public places like restaurants where people don't want this kind of permanent harassment.

A movement against loud music in restaurants in Vancouver, Canada


Great composers and musicians are thinking about this for a long time and a lot of work has been done to create music for a second degree of attention. Music that can be there, making us feel well, without permanently shouting at us.

Eric Satie, the famous french composer, thought about this and talked about Furniture Music in 1917. Mostly, it is a kind of music that blends with the sound of a room or space.

Eric Satie

"We must bring about a music which is like furniture - a music, that is, which will be part of the noises of the environment, will take them into consideration. I think of it as melodious, softening the noises of the knives and forks at dinner, not dominating, not imposing itself."1

Brian Eno is the name that immediately comes to our minds when we talk about this. He released his album "Music for Airports" in 1978, before he moved to NYC. The music is beautiful, but is not meant to be listened to attentively. Its pace and tempo is so slow that it is difficult to follow. That's the whole idea!



This kind of music must not be compared with Musak or pipe music. Musak was a very successful company created by George Squier in 1922. The name comes from Music and Kodak. The company started by piping easy-listening music covers in skyline elevators, which helped distracting people who were afraid of them. This type of music proved to be extremely boring and is being abandoned almost everywhere.

Today, there is a much greater conscience of the noise pollution that the wrong type of music can create and various forms of ambient music are being composed and used in public places.

Some people, like Julian Treasure, believe that the right music is stochastic music, random notes generated by a computer, never repeating the same pattern.

Anyway, times are changing, almost 100 years after Satie's idea.


1. Eric Stie, quoted by Fernand Léger in "Eric Satie", page 232


MÚSICA MOBILIÁRIO

Música para um segundo grau de atenção




Toda a música comercial é criada para chamar a atenção. A luta para sobreviver à concorrência pede um grande arsenal de produção, por isso, aqueles que triunfam até aos tops são verdadeiros especialistas na arte de "Ouve-me! Ouve-me!".

Já falámos de quanto é estúpido tocar este tipo de música em lugares públicos como restaurantes, onde as pessoas não querem este tipo de assédio permanente.

Um movimento contra a música alta nos restaurantes, Vancouver, Canadá
Grandes compositores e músicos têm pensado nisto desde há muito tempo e muito trabalho já foi feito para criar música para um grau de atenção secundário. Música que pode existir, fazendo-nos sentir bem, sem estar permanentemente a gritar-nos.

Eric Satie, o famoso compositor francês, pensou nisto e começou a falar de Furniture Music, música mobiliário, em 1917. Sobretudo, é um tipo de música que se mistura com o som ambiente do espaço.

Erica Satie

"Temos de trazer um tipo de música que seja como mobiliário - uma música, isto é, que fará parte da sonoridade ambiente, que os terá em consideração. Penso nela como sendo melodiosa, esbatendo os sons das facas e garfos ao jantar, sem dominar, sem se impor."1

Brian Eno é o nome que nos vem imediatamente à cabeça quando falamos disto. Lançou o seu álbum "Music for Airports" em 1978, antes de se mudar para Nova Iorque . A música é muito bonita, mas não é criada para ser ouvida com atenção. O seu tempo e cadência são tão lentos que se torna difícil segui-la. Mas é essa a ideia!




Este tipo de música não se pode confundir com Musak ou Pipe Music. Musak foi uma empresa de grande sucesso criada por George Squier em 1922. O nome vem da mistura entre  Music e Kodak. A companhia começou por fornecer covers ligeiros nos elevadores dos arranha-céus, o que ajudava a distrair as pessoas que tinham medo de andar neles. Este tipo de música provou ser extremamente enjoativo e está a ser abandonado em quase todo o lado.

Hoje, existe uma muito maior consciência da poluição que o tipo errado de música pode criar e várias formas de música ambiental são compostas e usadas em espaços públicos.

Algumas pessoas, como Julian Treasure, vão mais longe e acreditam que a música certa é a música estocástica, notas geradas ao acaso por um computador, nunca repetindo o mesmo motivo.

De qualquer modo, os tempos estão a mudar, quase 100 anos depois de Satie.

1. Eric Stie, citado por Fernand Léger em "Eric Satie", pag 232


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

THE NUMBER 8


Why do most of the popular compositions have 8 bars?


The human brain wasn't born to count bars. Most people don't even know how to do it. But, from the early days of the classical period of music, the 8 bar rule is almost never broken.

The Rondo A la Turca from W. A. Mozart is a good example. It's a sequence of simple melodies that change every 8 bars.




Another example, two centuries later, "Summertime", by George Gershwin, is the same.




Metallica, Dylan, Queen, Springsteen, U2, you name it, all popular songwriters create 8 bar melodies. All but the "Blues" that use 12 bars.

But music is also made of surprises and it takes a special talent to break the rules and our expectations. And when we hear something we don't expect, we gain interest.

One exception is one of the most played songs ever: "Yesterday" by Lennon and Mcartney.

Its melody has only 7 bars. Still it feels so familiar, we almost don't notice it because we've heard it hundreds of times. Just check it out:




Cool, isn't it?

O NÚMERO 8

Porque é que todas as canções populares têm 8 compassos?


O nosso cérebro não nasceu para contar compassos. A maioria das pessoas nem sequer sabe como fazê-lo. Mas, desde os primórdios do período clássico da música, a regra dos 8 compassos quase nunca foi quebrada.

O "Rondo Alla Turca" de W. A. Mozart pode servir de exemplo. É uma sequência de melodias simples que mudam a cada 8 compassos.




Com o "Summertime", 2 séculos depois, de George Gershwin, acontece o mesmo.




Metallica, Dylan, Queen, Springsteen, U2, enfim, todas as bandas e compositores populares,  criam melodias com 8 compassos. Os "Blues" não entram nesta lista porque têm todos 12 compassos.


Mas a música também é feita de surpresas e é preciso um talento extraordinário para se quebrarem as regras com sucesso. E quando ouvimos algo que não estamos à espera, aguça o nosso interesse.

E uma excepção é uma das canções mais tocadas de sempre: "Yesterday" de Lennon e Mcartney.

A sua melodia só tem 7 compassos. Mesmo assim parece tão familiar, nós mal damos por isso porque já a ouvimos centenas de vezes.  Provavelmente é esta pequena diferença que fez dela um Hit gigantesco e intemporal. Verifiquem vocês:




Fixe, não é?

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

TRITONE

Diabolus in Musica, The music of the devil




Music has always had rules. And all rules are meant to be broken.

For some time, the tritone interval was forbidden. If was the devil's interval and no composition should use it, although there's no evidence of anyone being punished for that reason.

Music was played to praise the gods. As the tritone is rather dissonant, it could only be the Devil's work.

But, what's the tritone interval? Well, it's the exact middle of the scale, or, in a simpler way, it's an interval where 2 notes are 3 whole tones apart from each other.




Like, from C to F# which we call today an augmented fourth, or a diminished fifth (with Gb).




In the medieval ages, Tritone was used although it was quite dissonant. It was just in the early 18th century that it was diabolized.

The classical intervals have a simple relationship between notes, an octave is 2:1, a perfect fifth is 3:2 and a major third is 5:4. The tritone is 45:32! This explains it's dissonance.

It's tension was the reason why Fire-trucks klaxons use a sequence of 2 notes in a tritone interval.


C-F#! C-F#! C-F#!


This interval is also called the Tristan interval because of it's usage by Wagner in Tristan and Isolda. Chopin, Schönberg and many other composers also explored this rich interval in their work.

Jazz composers use it in a special way, called the tritone substitution, where a dominant chord is replaced by it's tritone, which performs the same function due to the fact that they have several notes in common.

Leonard Bernstein's "West Side Story" made this interval famous in the two first notes of the song "Maria".




TRITONE

Diabolus in Musica, O Diabo na música




A Música sempre teve regras. E as regras são feitas para serem quebradas.

Durante algum tempo, o intervalo tritonal ou trítono foi proibido. Era o intervalo do Diabo e nenhuma composição o deveria usar, embora não existam indícios de ninguém ter sido castigado por isso.

A Música era tocada para agradar aos Deuses. Como o trítono é bastante dissonante, só poderia ter sido obra do Diabo!.

Mas, o que é este trítono? Bem é o meio exacto da escala, ou, de uma forma mais simples, é um intervalo em que 2 notas distam rigorosamente 3 tons inteiros uma da outra.





Como de Dó para Fá sustenido, aquilo a que também chamamos uma quarta aumentada ou uma quinta diminuta, se for Sol Bemol.




Na idade média, o trítono era utilizado, embora fosse bastante dissonante. Foi só no princípio do século XVIII que o trítono foi banido. 

Os intervalos clássicos têm uma relação simples entre as frequências das suas notas, um oitava é de 2:1, uma quinta perfeita 3:2 e uma terceira maior é 5:4. O trítono corresponde a 45:32! Isto explica a sua dissonância.

A sua tensão foi a razão pela qual os camiões dos Bombeiros e ambulâncias uma sequência tritonal de duas notas.


Dó-Fá #! Dó-Fá #! Dó-Fá #!


Este intervalo também ficou conhecido como o intervalo de Trsitão devido ao seu uso por Wagner em Tristão e Isolda. Chopin, Schönberg e muitos outros compositores Também exploraram este rico intervalo no seu trabalho.

Os compositores de Jazz usam o trítono de uma forma especial, fazendo aquilo a que se chama a substituição tritonal, onde um acorde de dominante é substituído pelo seu trítono, que exerce a mesma função devido a ter uma série de notas comuns.

E na "West Side Story" de Leonard Bernstein, este intervalo ficou famoso nas duas primeiras notas da canção "Maria".