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domingo, 22 de novembro de 2015

THE JAMES BOND THEME

Inspired by indian music?



We just need to hear a second of the "James Bond" Theme to immediately recognize it.

The James Bond saga has just released "Spectre", the 25th film of he series, more than 50 years after the first one "Dr. No", in 1962.

The producers Alfred Broccoli and Harry Saltzman are the ones to thank for the relevance of the original piece of music. Their fidelity to the theme and the consistency of its use made it one of the most recognizable pieces of music ever composed.

The piece is brilliant, of course, but the modern tendency of changing everything, every time, could have killed it after the second or third movie. This consistency pays off, and it's called Audio Branding.

James Bond is not a man, it's a brand. It survived six different actors, several directors, twenty five different stories, not all written by Ian Fleming, and stayed intact in the heart of fans like myself. Even when the gorgeous Aston Martin DB5  was replaced by a regular 7 series BMW, it survived.




The strength of a brand relies on its promise, its experience, its visuals, of course, and its sound. Not only music.

"My name is Bond. James Bond" is a perfect example of Audio Branding: teaching on how to pronounce the name of the brand correctly.

But the most important asset is the musical theme.

It was originally composed by Monty Norman for "Dr. No", but the orchestral arrangement was created by John Barry. 

The musical inspiration is a clever mix between the jazz orchestras of action movies of the time and the new surf music, influenced by bands like the Beach Boys. Those were 60's.

The famous surf rock guitar lick was played by Vic Flick, who was payed 6£ to do the job. 

Afterwards, a legal fight between Monty Norman and John Barry took place, each one claiming to be the real author of the theme.

Monty Norman showed, as evidence, a song called "Good Sign, Bad Sign" composed before for an indian style musical play, which was his inspiration to the James Bond Theme. And he won the trial. He made more than half a million pounds in author rights until today. Nice!

Check out "Good Sign, Bad Sign". The  sitar plays he melody, along with the voice.
I would agree that John Barry did a lot more than just the arrangement.



Now, enjoy the James Bond Theme here.




O TEMA MUSICAL DE JAMES BOND 

Inspirado em música indiana?




Só precisamos de um segundo para reconhecer o tema de "James Bond".

A saga James Bond acabou de estrear o seu 25º filme, "Spectre", mais de 50 anos depois do primeiro filme, "Dr. No", em 1962.

Os produtores Alfred Broccoli e Harry Saltzman são os grandes responsáveis pela relevância desta fantástica peça musical. A sua fidelidade ao tema e a consistência do seu uso tornaram-na numa das mais reconhecidas peças de música jamais compostas.

Claro que a música é brilhante, mas a tendência dos tempos modernos de mudar tudo, constantemente, poderia ter morto o tema no segundo ou terceiro filme. Esta consistência resulta e chama-se Audio Branding.

James Bond não é um homem, é uma marca. Sobreviveu a seis actores diferentes, muitos realizadores, vinte cinco histórias diferentes, nem todas escritas por Ian Fleming, continuou intacta dentro do coração de fãs como eu. Até quando o Aston Martin DB5  foi trocado por um banal BMW série 7, sobreviveu.




A força de uma marca assenta na sua promessa, na sua experiência. E há uma linha gráfica, claro, e o seu próprio som. Não só música.

"My name is Bond. James Bond" é um perfeito exemplo de Audio Branding. Ensinar a pronunciar a marca correctamente.

Mas o seu maior trunfo é o tema musical.

Foi originalmente composto por Monty Norman para "Dr. No", mas o arranjo orquestral foi criado por John Barry. 

A inspiração musical é uma inteligente mistura entre o som das orquestras de jazz dos filmes de ação da época e a nova surf music, influenciada por bandas como os Beach Boys. Estávamos nos 60's.

A famosa malha de guitarra foi tocada por Vic Flick, que recebeu sete libras pelo trabalho. Até hoje.

Pouco depois, teve lugar uma disputa legal entre Monty Norman e John Barry, acerca da autoria do tema.

Monty Norman mostrou, como prova, uma música sua "Good Sign, Bad Sign" composta antes para uma peça de teatro musical indiana, que foi a inspiração da melodia do tema James Bond. E convenceu o tribunal. Com isso, já ganhou mais de meio milhão de libras em direitos de autor. Fixe!

Oiçam "Good Sign, Bad Sign". A melodia é tocada em sitar e depois cantada. Pessoalmente, concordo que o John Barry fez bem mais do que o arranjo do tema James Bond.


E agora, desfrutem do tema de James Bond.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

HOW TO MAKE A DROP OF LIQUID LEVITATE WITH SOUND



At Clemson University, in South Carolina, scientists performed a fantastic experiment: to suspend a drop of liquid in midair using ultrasonic waves.
The energy from the sound waves makes the drop float, but its surface tension makes it remain intact.

As the frequency and the amplitude of the waves increases, so does the shape of the droplet change, until the tension is too strong and the drop explodes.

Watch the video:





COMO FAZER UMA GOTA DE LÍQUIDO LEVITAR COM SOM



Na Universidade de Clemson, na Carolina do Sul, cientistas realizaram uma experiência fantástica: fazer levitar uma gota de líquido usando ultra-sons.
A energia das ondas sonoras faziam-na flutuar, mas a sua tensão superficial obriga-a a ficar intacta.

À medida que a amplitude e a frequência das ondas aumenta, a forma da gota muda, até que a tensão é demasiado grande e ela explode.

Vejam o vídeo:


sábado, 18 de julho de 2015

CAN A DEAF PERSON BE A MUSICIAN?

"Loosing my hearing made me a better listener"




Evelyn Glennie is a scottish musician.
Born in 1965, she started to loose her hearing at the age of 8.
When she reached 12, she was profoundly deaf.

When she applied to Royal Academy of Music in London, she was rejected because of her deficiency. After insisting and being auditioned twice, she was accepted. 
But another very important thing happened: from that moment on, no institution in the UK could ever refuse a student based on any disability.

Evelyn is a fantastic percussion performer, with a great work and concerts throughout the World.

But her most important mission is teaching us to listen beyond our ears.



In her own words:

"Life is full of challenges, but we can always find alternative ways of approaching our difficulties, which will often lead to new discoveries. My career and my life have been about listening in the deepest possible sense. Loosing my hearing meant learning how to listen differently, to discover features of sound I didn't realized existed. Loosing my hearing made me a better listener."

In fact, we can perceive sound through almost every part of our body, our hands, feet, belly, chest, and so on. We just need to pay closer attention.

Please take a moment to listen to this fantastic person at TED:





PODERÁ UM SURDO SER UM MÚSICO?

"Perder a minha audição transformou-me numa melhor ouvinte"




Evelyn Glennie é uma percussionista escocesa.
Nascida em 1965, começou a perder a audição com cerca de 8 anos de idade.
Quando chegou aos 12, já era profundamente surda.

Tentou inscrever-se na Royal Academy of Music em Londres, mas foi recusada por causa da sua deficiência. Depois de ter insistido e após duas audições, foi aceite. Mas aconteceu uma coisa muito importante: a partir desse momento, nenhuma instituição do Reuno Unido pode recusar seja quem for, baseada em nenhum tipo de deficiência.

Evelyn é uma percussionista fantástica, cm um trabalho notável e concertos em todo o Mundo.

Mas a sua missão mais importante é ensinar o Mundo a ouvir para além dos ouvidos.



Nas suas próprias palavras:

"A vida está cheia de desafios, mas podemos sempre encontrar formas alternativas de encarar as nossas dificuldades, o que, frequentemente, leva a novas descobertas. A minha carreira e a minha vida têm sido acerca de escutar no mais profundo sentido da palavra. Perder a minha audição significou aprender a ouvir de forma diferente, descobrir aspectos do som que eu não sabia que existiam. Perder a minha audição tornou-me num melhor ouvinte."

De facto, conseguimos sentir o som através de quase todas as partes do nosso corpo, as nossas mãos, pés, barriga, peito, etc. Basta estarmos atentos a isso.

Por favor parem um pouco para ouvir este fantástico ser humano no TED:


domingo, 12 de julho de 2015

WHAT IF AN AIRPLANE PASSED BY IN AN UNDERGROUND STATION?


The Volkswagen Polo GTI activation




Hi there!

Sorry for the long time absence. I've been really busy for the last weeks working in Audio Branding for several clients and preparing for the Volkswagen Polo GTI activation.

It happened at Marquês de Pombal underground station, the busiest in Lisbon, Portugal.

I've been working on several ideas for the underground soundscape. Why? Because there are a lot of interesting things about the underground stations everywhere:

They are very reverberant spaces, with a few visual clues, where the sound is more important than sight. I realized that everybody knows that the next train is arriving by its sound through the tunnels.



So, what was our idea? 

To record the actual train sound and mix it with some nice Learjet passing by sounds and, finally, merge them with the actual sound of the powerful new 192 horsepower Polo GTI.



The aural illusion would only be possible with a multi channel installation ( 5 discrete channels along the platform, reinforced by two subwooffers ).

We decided to play the 20 second experience just 1 minute before the arrival of the actual train. In the end, 3 powerful video projectors would disclose the message: The new Polo GTI 192 horsepower. VW Das Auto.

After some weeks of meetings with Volkswagen, MOP (the underground media agency), Puro Audio ( the best sound reinforcement company in Portugal), Garage (a top film team) and several departments of Metro de Lisboa (Lisbon Underground), including marketing, public relations and security, all decided for a GO!

The 7th July was the date, so, we entered the station around 0:30 and worked until 4:15 putting everything in place. We could only cross the 700 Volts line after its shutdown, by 2:30.

No cable would cross the line, so all the video gear stayed in the platform and all the PA would be on the other side of the line.

We launched the video by ethernet circuit from a small cabin, where we had another computer linked via WiFi to the computer connected to the PA.



The overall experience was pretty real, reaching 90 dBa.

Everyone was taken by surprise. Some people were slightly frightened, but they all laughed when the commercial message was disclosed.



Sound is really a very powerful communication tool. It should never be used to intrude on people's right to peace, like playing commercials on a public space.

But it can be very effective and desirable when one uses it to enhance people's lives with interesting an unexpected experiences.

The video we made has gone quite viral. You can find it here:


E SE UM AVIÃO PASSASSE DENTRO DE ESTAÇÃO DE METRO?


A activação do Volkswagen Polo GTI 




Olá a todos!

Desculpem a longa ausência. Tenho estado muito ocupado nas últimas semanas trabalhando em Audio Branding para vários clientes e a preparar a activação do Volkswagen Polo GTI.

Aconteceu na estação de Metro do Marquês de Pombal, a mais movimentada de Lisboa, Portugal.

Temos estado, há vários anos, a trabalhar em várias ideias para paisagens e experiências sonoras no Metro. Porquê? Porque há muita coisa interessante nas estações de Metro de uma forma geral:

São espaços muito reverberantes, com poucas pistas visuais, onde o som toma mais importância do que a visão. Por exemplo, percebi que toda a gente sabe que vem aí o comboio pelo seu som através dos túneis.



Então qual foi a nossa ideia? 

Gravar o som real do comboio e misturá-lo com vários takes de aviões Learjet passando e, finalmente, misturá-los com o som real do potente VW Polo GTI de 192 cavalos.



Esta ilusão auditiva só seria possível através da instalação de um sistema multicanal  (5 canais discretos ao longo da plataforma, reforçados com 2 subwooffers).

Decidimos disparar a experiência sonora de 20 segundos exactamente 1 minuto antes da chegada do comboio real. No final, 3 potentes projectores de vídeo revelavam a mensagem: Novo Polo GTI 192 Cavalos. VW Das Auto.

Depois de várias semanas de reuniões com a Volkswagen, a MOP ( a concessionária do Metro), a Puro Audio (a melhor empresa de PA de Portugal), a Garage (top em produtoras de imagem) e vários departamentos do Metro de Lisboa, incluindo o marketing, relações públicas e segurança, todo decidimos pelo GO!

Marcámos a data para 7 de Julho, por isso, entrámos na estação por volta das 0:30 e trabalhámos até às 4:15 colocando tudo no lugar. Só pudemos atravessar a linha carregada com 700 volts depois do seu desligamento, pelas 2:30.

Não podiam haver cabos a atravessar a linha, por isso todo o equipamento de vídeo ficou na plataforma e todo o sistema de som, do outro lado da linha.

Lançámos o vídeo através de um circuito fechado de Ethernet, de uma pequena cabina, onde tínhamos outro computador ligado via WiFi ao computador do PA.



A experiência foi bastante real, atingindo os 90 dBa.

Toda a gente foi apanhada de surpresa. Algumas pessoas assustaram-se um pouco, toda a gente se riu quando a mensagem comercial apareceu.



O som é uma ferramenta de comunicação muito potente. Nunca deverá ser usada como um intruso no direito à o paz de nós todos, como pondo anúncios em sítios públicos.

Mas pode ser muito eficiente e apreciado quando contribui para dar algo à vida das pessoas proporcionando experiências interessantes.

O filme da acção tornou-se bastante viral. Pode encontrá-lo aqui:








quinta-feira, 12 de março de 2015

THE  DOOR SOUND OF THE BMW 4 SERIES



THUD! Wow! That really sounds expensive!






The sound engineers behind the new BMW series 4 had to work hard to find the perfect door sound for this new model.

All the sounds in a high-end car are carefully studied so that they communicate the right sensations to the costumer.

From the windshield wipers to the engine, all parts go through a lot of tests until they sound exactly like they should. And all these sounds are created to please the user.

So, what about the 4 Series door?

Because it's a sporty car, it should not sound too heavy. But it can't sound too light, either, a door is one of the basic security items of a car and we want to feel secure inside it.

There are many parts inside a car door, some smaller than others. When we close it, we cannot hear loose sounds, all has to sound as a whole.

And that's not easy at all. BMW team explains to Medium Re:form:

"The moment the door connects with the frame, the metal parts of the latch collide creating a low but audible click. A thunk follows more clearly as the dampers and seals compress, decelerating the door nearly instantly as it locks in place, deadening the sound at once to create a crisp and precise effect."

At first, things didn't work out as expected, because the high and low frequencies were out of balance, causing the door to sound a bit "thin" or too "light".

Here's that audio fingerprint:



The absence of frame around the windows was causing problems to the door sound, so they had to work on the dampening the roof.

Finally, the door sounded absolutely right.



In this audio fingerprint, you can see a door that has some loose part inside, there's a rattle that shows in the upper frequencies.



In this one, a door sounding too hollow.





The quest for the perfect car sound. There's much more to it than we could imagine!

Ref: re:form Medium "Click, Clack, K-thunk: How the perfect car door sound is made"


O SOM DA PORTA DO BMW SÉRIE 4

THUD! Uau! Soa mesmo a caro!






Os engenheiros de som por detrás do novo BMW série 4, tiveram de trabalhar muito para encontrar o som perfeito da porta deste novo modelo.

Todos os sons num carro topo de gama são estudados cuidadosamente, de forma a comunicarem as sensações certas ao seu utilizador.

Desde os limpa-vidros ao próprio motor, todos os elementos são sujeitos a testes rigorosos até soarem exactamente como deveriam. E todos estes sons são criados para agradar ao potencial comprador.

Então, o que se passa com a porta do BMW série 4?

Dado que é um carro desportivo, a porta não deverá soar demasiado pesada. Mas também não poderá soar demasiado leve, já que a porta é um dos mais importantes elementos de segurança de um carro e nós queremos sentir-nos seguros dentro dele.

Por outro lado, há muitas peças dentro da porta de um automóvel, umas mais pequenas que outras. Quando a fechamos, não podemos ouvir sons soltos, terá de soar como um todo.

E não é nada fácil. A equipa da BMW explica à Medium Re:form:

"No momento em que a porta encaixa na moldura, as partes metálicas do fecho colidem criando um leve mas audível click. Um thunk segue-se mais claramente à medida que os amortecedores e os selos se comprimem, desacelerando a porta quase instantaneamente quando ela se imobiliza no lugar, matando o som de uma vez para criar um efeito preciso."

De início, as coisas não correram como previsto, porque as frequências altas e as baixas estavam desequilibradas, provocando um som um pouco "fino" ou demasiado "leve".
Aqui está a impressão digital de audio:



A falta de moldura à volta das janelas estava a causar problemas ao som da porta, por isso foi necessário trabalhar para amortecer o tecto.

No final, a porta soava mesmo bem!



Nesta impressão digital de audio podem observar que a porta tem algo solto lá dentro, há um chocalhar que se observa nas frequências altas.



E nesta, a porta soa demasiado oca.



A procura do som perfeito. Muito mais complicado do que se imagina!

Ref: re:form Medium "Click, Clack, K-thunk: How the perfect car door sound is made"






domingo, 22 de fevereiro de 2015

THE SOUND BOX

Using the Meyer Constellation to shape the future


The Sound Box
Have you heard of the Sound Box?

The Sound Box is a venue in San Francisco, CA, US, owned by the San Francisco Symphony Orchestra and the San Francisco Opera. It used to be a rehearsal room until, in 2013, it turned into something completely different.

Every room has its challenges and every performance is different from another. Cinema, for example, requires very dry rooms to provide intelligibility, around 0.5 seconds reverb time. On the other hand, a choir usually sounds better in a church were the reverb times exceed 2.5 seconds. A good classic symphony hall will have around 1 to 1.5 second reverb.

What about making it possible to have all the spaces in one? Like a sound Photoshop? The answer is Meyer Constellation.

The space, which was quite cavernous, was fitted with the crown jewel of Meyer Sound, the Constellation.

And what's the Constellation?

Well, the Constellation is a sound system like no other. It's a state of the art sound system that can emulate the acoustics of any room and reproduce them in any other room.

With speakers, microphones and a powerful computer based algorithm (VRAS- Variable Room Acoustic System), the system analyses the acoustic response of the room and changes it, playing back into the room what was found to be missing.

Constellation at Nokia Concert Hall

One of the good examples is the Comal restaurant in downtown Berkley. The majority of restaurants sound bright and the conversations turn into a chaos very easily. The Constellation enables the place to sound rich and not dry or dull preventing this chaos at the same time. It does that taking away the Early Reflections and playing back the reverb of the room ambience. It's like the blurred background of a picture.

The Sound Box is a really innovative space, powered by this brilliant technology.



It is mix between a bar and a space for experimental sound. Some say that Sound Box is a clever idea from the San Francisco Symphony Orchestra to reach the youngest generations, but I believe that it's much more than that.

With all the Meyer Constellation processing power it's the right place to experiment new ideas. Isn't that what the future is about?

THE SOUND BOX

Usando a Meyer Constellation para modelar o futuro


A Sound Box
Já ouviram falar da Sound Box?

A Sound Box é um local de espectáculos em São Francisco, Estados Unidos, que pertence à San Francisco Symphony Orchestra e à San Francisco Opera. O espaço foi usado como sala de ensaios até que, em 2013 se tornou em algo completamente diferente.

Cada sala ten os seus desafios e cada espectáculo é diferente do outro. O cinema, por exemplo, precisa de salas muito secas para reproduzir com inteligibilidade, cerca de 0.5 segundos de tempo de reverberação. No lado oposto da escala, um coro soa muito melhor numa igreja onde as reverberações excedem os 2.5 segundos. Um boa sala para música clássica precisa de entre 1 a 1.5 segundos de reverberação.

Nesse espaço, que era bastante cavernoso, foi instalada a jóia da coroa da Meyer Sound, a Constellation.

E o que é a Constellation?

Bem, a Constellation é um sistema de som diferente de todos os outros. É um sistema topo de gama que consegue emular as condições acústicas de qualquer sala e reproduzi-las em qualquer outra sala.

Constituído por altifalantes, microfones, e um poderoso algoritmo de processamento computorizado (VRAS- Variable Room Acoustic System), o sistema analisa o comportamento acústico da sala com os microfones  e modifica-o, reproduzindo aquilo que falta através dos altifalantes.

Constellation no Nokia Concert Hall

E se conseguíssemos ter todos os espaços num só? Como ter um Photoshop sonoro? A resposta é Meyer Constellation.

Um, dos bons exemplos é o Restaurante Comal na baixa Berkley. A Constellation permite que o espaço não seja seco e árido em termos sonoros mas sim rico, sem que as conversas se tornem num caos. A Constellation consegue isso, retirando as Early Reflections do som presente e devolvendo apenas a reverberação, como que uma sonoridade "desfocada" e agradável. É como o fundo desfocado de uma fotografia.

Sound Box é um espaço extremamente inovador, tronado possível através desta brilhante tecnologia.



É uma mistura entre um Bar e um espaço para experimentação sonora. Alguns dizem que a Sound Box foi uma ideia inteligente da San Francisco Symphony Orchestra para chegar às gerações mais jovens, mas acredito que será muito mais do que isto.

Com todo o poder de processamento da Meyer Constellation é o lugar certo para experimentarmos novas ideias. E não isso que é o futuro?


domingo, 1 de fevereiro de 2015

HOW CAN A TECHNOLOGICAL REGRESSION DEPLOY A REVOLUTION?

The Sony Walkman




"One step, forward, two steps back" is a well known statement by Vladimir Ilyich Ulyanov, aka Lenin.

In our case, it would rather be " One step back, two steps forward".

We were in the very beginning of the eighties, on the spring of 1980. They were called the years of autonomy, anyone could see a film at home, thanks to the home video cassette recorder. Music had already some autonomy since the sixties .



The Pihlips Cassette Recorder, Rec buton on the left, play, fast forward and backward in the middle and vu on the right


In fact, the audio cassette tape recorder existed for quite some time ( Philips, 1963 ) and the new Walkman from Sony was less than this, just a cassette tape player which couldn't record and had no speaker. But it could fit in your pocket and could be taken anywhere.

Musica Mobilis, as Shuhei Hosokawa describes it, was born.

Lots of angry voices stood up against this invention: "their users were loosing contact with reality", "it was bad for the relations between people". Almost a "Lonely Crowd", after David Reisman's definition. 

Humberto Eco called those voices "cultural moralists that can't adapt to any change".

The  Walkman is the "minimum, mobile and intelligent unit for music listening" said Robert Fripp.

Thanks to miniaturisation, music can be taken everywhere, allowing for greater autonomy in listening. But it also something very important :not having to endure a gradually noisier environment.

This liberty to not to hear what we don't want to and to listen to our favourite songs wherever we are was a great revolution.

I believe that the new generations, who were born with ipods, smartphones and portable music everywhere, will hardly understand the effect of the Sony Walkman in our lives. But we all changed with it.

Over 200 million units were sold. One was mine, of course. :-)

Ref: "Sound Studies Reader", edited by Jonathan Sterne-" The Walkman effect" Shuhei Hosokawa, pages 104-166


COMO É QUE UMA REGRESSÃO TECNOLÓGICA PODE PROVOCAR UMA REVOLUÇÃO?

O Sony Walkman




"Um passo adiante, dois passos atrás" é uma frase célebre de Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido por Lenin.

No nosso caso, será mais " Um passo atrás, dois passos adiante".


Estávamos nos inícios dos anos oitenta, mais concretamente na primavera de 1980. Os oitenta foram chamados os anos da autonomia, qualquer um de nós passou a poder ver um filme em casa, graças ao gravador de vídeo caseiro. Mas a música já tinha ganho alguma autonomia desde os anos sessenta.



O gravador de cassettes Pihlips, botão de Rec à esquerda, play, fast forward e backward ao meio e vuímetro à direita


De facto, o gravador de cassettes já existia desde há algum tempo ( Philips, 1963 ) e este novo Walkman Sony era menos que isso, apenas um reprodutor de cassettes que não gravava e que não tinha altifalantes. Mas cabia no nosso bolso e podia ser levado para todo o lado.

Musica Mobilis, como Shuhei Hosokawa a descreveu, tinha nascido.

Muitas vozes zangadas se levantaram contra esta invenção: "os seus utilizadores iriam perder o contacto com a realidade, era prejudicial às relações entre as pessoas". Quase uma "Multidão Solitária", de acordo com a definição de David Reisman. 

Humberto Eco chamou a estas vozes "moralistas culturais que não se conseguem adaptar a nenhum tipo de mudança".


O  Walkman é a  "mínima, móvel e inteligente unidade para se ouvir música", afirmou Robert Fripp.


Graças à miniaturização, a música pode ser levada para todo o lado, permitindo uma muito maior mobilidade na audição de música. Mas o walkman trouxe algo mais: ajudou-nos a não ter de ouvir um ambiente sonoro urbano cada vez mais ruidoso.


Esta liberdade para não termos de ouvir o que não queremos, ao mesmo tempo que podemos escutar a nossa música favorita, foi a grande revolução.


Compreendo que as novas gerações, que nasceram rodeadas de iPods, smartphones e música portátil a todo o momento, tenham dificuldade em perceber o efeito que o Sony Walkman provocou nas nossas vidas. Mas todos mudámos com ele. Ao todo, foram vendidas mais de 200 milhões de unidades. Um era meu, claro. :-)


Ref: "Sound Studies Reader", compilado por Jonathan Sterne-" The Walkman effect" Shuhei Hosokawa, pags 104-166